sábado, 28 de janeiro de 2012
Construindo a educação
“A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (Título II – art 2º da LDB 9394/96) .
Baseada nesse parágrafo da Lei de Diretrizes e Bases, como deve ser a educação nesse ano novo? O ano letivo está começando e qual deve ser o posicionamento de pais e responsáveis na caminhada educacional de suas crianças e jovens? Por que é tão importante a parceria entre todos os envolvidos no processo educacional?
A melhor educação como prevê a lei deve ser aquela que torna o ser humano consciente de seu papel como espécie e assim, o prepara para a interação com o meio numa consciência de direitos e deveres em relação a esse próprio ambiente. A melhor educação é aquela que construída em parceria com o estabelecimento de ensino, objetiva o pleno desenvolvimento do educando como presente mas principalmente o seu crescimento para o dia de amanha. Enfim, entre outros objetivos, a educação escolar, como prevê o art. 1º do título I da LDB, “deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social”.
As instituições escolares na construção de suas propostas educacionais têm como dever o desenvolvimento do seu projeto educacional baseado, por exemplo, na LDB, nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) e Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instrumentos que norteiam a educação brasileira através de determinações sobre leis e o conhecimento a ser oferecido e construído entre todos os envolvidos no processo de aprendizagem. Esses instrumentos são de fácil acesso a qualquer pessoa que se interesse em conhecer qual a proposta nacional para a educação.
Por isso, aos pais e responsáveis cabe nesse momento, início de uma nova caminhada escolar buscar a integração com o ambiente educacional a fim de obter esclarecimentos sobre a proposta pedagógica para o ano letivo. É direito dos pais, previsto em lei, estar na escola e freqüentar seu ambiente desde que nos limites estabelecidos pela mesma. Participar das reuniões, conversar com a equipe, observar o desenvolvimento dos filhos, analisar material, colaborar e construir junto com seu educando o conhecimento, é a tarefa de casa mais nobre que um responsável pode ter. É através do exercício de sua cidadania que pais e responsáveis, conhecendo as leis educacionais e seus parâmetros tem condições de discutir, analisar e cobrar resultados tendo em vista que a formação de um aluno precisa de base e orientação sobre como se tornar seu melhor empreendimento e futuro.
A educação é o presente. É a construção hoje de cada limite, de cada correção, de cada exemplo que norteia as atitudes e constrói o conhecimento. É através do dia-a-dia, do cotidiano, da vivência, da interação. É através da disciplina de Ciências que vem o entendimento sobre a natureza, seus fenômenos num movimento de ação e reação, assim como a compreensão sobre o papel do ser vivo no meio que habita e ser integrante de todo um sistema de relações. Esses são exemplos do universo de ofertas das disciplinas que formam o conteúdo curricular que norteiam a educação brasileira, possível numa proposta interdisciplinar na qual as disciplinas são trabalhadas juntas como, por exemplo, voltando às Ciências, temos a Floresta Amazônica e sua importância para o mundo integrada à Geografia que ensina sobre sua dimensão e localização. Construir à base de questionamentos, a História do Brasil, para que sejam redigidas com o uso de um bom Português, as leis que preservem a natureza e não permitam a reação da mesma como um futuro desastroso para a humanidade.
Eduquem e se eduquem! Construam o conhecimento, tornem-se cidadãos conhecedores de direitos e deveres a fim de estabelecerem com o meio a melhor interação sabendo-se como um ser constituído de células que nascem, crescem, desenvolvem-se e morrem sobre um lábaro que ostenta estrelado num movimento constante de busca por equilíbrio.
Uma boa educação em 2012 possibilita, principalmente às crianças, a construção da aprendizagem de forma que sejam conscientes sobre seu papel no meio em que vivem tornando-as responsáveis à manutenção e preservação como espécie.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Um mundo novo
“Vemos o mundo do jeito que vemos em função do pretendemos fazer com ele. Dessa forma, cada indivíduo é, em certa medida, o criador do seu próprio mundo. E cria seu mundo em função dos valores que tem e que escolher previamente, aqueles segundo os quais ele vive, que fazem dele o que ele é” (Paul Strathern no livro “Kierkegaard em 90 minutos”).
Ao escrever o artigo sobre o ano novo, lembrei dessas colocações e ideias existencialistas, pois acredito que construiremos um bom ano novo de acordo com nossas escolhas, e como o filósofo defende, “deveríamos estar cientes da completa liberdade que temos a cada momento. Podemos escolher qualquer coisa – podemos transformar completamente nossas vidas”.
Por isso, que mundo queremos para nós? Somos tão livres em relação ao mundo, e por isso temos direitos e deveres a serem seguidos de acordo com os valores com que caminhamos e construímos a nossa vida. Se ela está certa ou não, não há no mundo quem deva julgar. O que parece certo, é que o mundo reage a nós num movimento claro de ação e reação, pois cada escolha gera uma conseqüência. Dessa forma, teremos durante um ano 24 horas preciosas, a cada dia, que serão bem ou mal aproveitadas de acordo com nossas escolhas.
Mas existe um caminho correto? Como colocou o cantor Gonzaguinha, “somos nós que fazemos da vida, o que der, ou puder, ou quiser, sempre desejada, por mais que esteja errada”. Temos a liberdade de agir com amor ou ódio, de sermos felizes ou tristes, de estarmos satisfeitos ou injuriados com aquilo que acreditamos ser o melhor para nós, de questionar a Deus como no filme “a arvore da vida” “por que?” ; temos direito de decidir viver ou morrer mas temos deveres de pensar em nós mesmos como seres constituídos de uma espécie e ser integrante de uma cadeia; no entanto, nosso organismo vivo nesse meio natural é apenas um, singular, mas composto por células que nascem, crescem, se desenvolvem e morrem. Essa é a condição!
Dessa forma, qual a razão de estarmos na vida a cada dia e darmos a ela o seu melhor significado? O presente é nosso melhor momento, pois estamos construindo assim o futuro, o minuto seguinte que irá nos receber da forma como desejamos e acreditamos sendo que o receberemos acreditando que é bom ou ruim na medida do que precisamos. “Para Kierkegaard, mais importante do que a busca de uma VERDADE com letras maiúsculas era a busca por verdades que são importantes para a vida de cada indivíduo. Ele dizia que o importante era encontrar “a minha verdade”, a verdade de cada um”, por Jostein Gaarder em “o mundo de Sofia”.
Sendo assim, façamos de 2012 o nosso melhor ano! O melhor significado para a nossa vida. Busquemos verdades e respostas lembrando que cada momento deve ser consciente em relação aos objetivos que temos e as construções que queremos realizar.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Vamos construir um bom ano novo?
“Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente” - Carlos Drummond de Andrade.
Interessante essa colocação para começarmos o ano, pois desejamos tantas coisas para que o ano novo seja melhor das frustrações, dos problemas, de tantas questões que nos incomodaram no ano que passou. De um dia para o outro, ao soar meia-noite queremos que tudo se transforme e fique tudo bem. E o que fazemos para que os minutos de um novo ano que correm no relógio nos lembrando que somos parceiros de uma vida em constante construção, sejam aproveitados a nosso favor?
“So this is Christmas, and what have we done? Another year over and new one just begun” (John Lennon) “Então é natal, e o que nós temos feito? Um ano termina e o outro está apenas começando… “
Começando com os nossos pensamentos nos minutos seguintes, já cheios de planos, já cheios das responsabilidades e demandas da vida para resolver. Temos muitas expectativas diante uma vida, a nossa vida, que é cheia de escolhas constantes. Queremos um mundo melhor, de que forma vamos construí-lo? Queremos mais paz, então quais são os nossos sentimentos quando precisamos resolver as questões do dia-a-dia? Sabemos respeitar os nossos limites e os limites do Outro? Queremos mais saúde, mas estamos dispostos a largar vícios, melhorar alimentação, exercitar o corpo e a mente para que o organismo tenha mais disposição assim como procurar ajuda especializada quando as nossas questões complicadas são mais fortes que nós impedindo que a interação com outras pessoas seja mais tranquila?
No livro “A arte do Aconselhamento psicológico” de May Rollo tem a colocação de dois pensadores: “ A vida que não é analisada não vale a pena ser vivida” (Sócrates) e “Eu vi que todas as coisas que eu temia nada tinham de bom ou mau, em si mesmas, mas apenas na medida em que a mente era por elas afetada. Aquele que compreende a si mesmo e a suas emoções, ama a Deus e quanto mais ama, mais compreende a si mesmo e suas emoções”. Sócrates foi o pensador que nos deixou aquela pergunta “Conhece-te a ti mesmo?” e Ovídio Naso, na obra “A arte de amar”, coloca o seguinte: “Só poderá amar com sabedoria aquele que conhecer a si mesmo, e só ele terá forças para o seu empreendimento”.
Por isso, somos humanos inteligentes capazes de ter forças para os nossos melhores empreendimentos. Empreendedores dessa construção mais importante que é a nossa própria vida. A vida, que queremos, cheia de paz e saúde. Esses são os componentes mais importantes nessa obra. Se tivermos saúde do corpo e da mente, teremos paz no coração a cada dia que acordarmos, para que as nossas atitudes reflitam na forma como as paredes de uma nova casa serão erguidas. Se tivermos paz vinda da religião, ou de qualquer outra forma de meditação, conseguiremos erguer tijolos com amor e com nossos melhores sentimentos. Para Nietzsche, em “Assim falou Zaratustra”, “dez vezes ao dia deve reconciliar-se consigo mesmo, porque é difícil vencermo-nos, e o que não estiver reconciliado dorme mal”.
Sejamos! Estejamos para um ano novo com um grande projeto na nossa frente! O projeto de nossa própria morada, de nossa própria vida! Um projeto de acordo com as nossas escolhas! Um projeto que reflita o amor, a paz, a saúde e todos os desejos que tivemos na noite do reveillon!
domingo, 27 de novembro de 2011
A árvore da vida
Existe um filme novo nas locadoras chamado "a árvore da vida" com Sean Penn e Brad Pitt. Espetacular sobre as relações humanas com a natureza e Deus. Cenas fantásticas da vida natural que nos cerca numa harmonia perfeita com a interpretação das personagens e a trilha sonora com composições clássicas como as de Johannes Brahms. Interessante sobre a razão da nossa existência e a relação entre o destino e a conseqüência das nossas atitudes sobre a nossa própria vida e a dos outros.
Há uma força maior no universo que rege a nossa vida. Essa força é Deus ou a natureza existente em processos científicos e físicos? Ou conseqüências das nossas atitudes num movimento de ação e reação? Deus criou o mundo e esse responde a nós da forma como interagimos com ele? Se somos mais fortes e pisamos nos mais fracos, esses poderão ficar imobilizados por medo. Se somos racionais e temos a capacidade de transformar e usar a nossa inteligência com mais capacidade e força sobre a natureza, como essa responderá a nós?
Dentro dessa perspectiva, o filme traz uma reflexão muito importante sobre relação entre pai e filho. O poder que um pai tem com a posição de superioridade em relação a um filho em formação. A posição que tem os homens sobre o que acreditam ser a verdade absoluta no poder de Deus. Ou o filho aceita as imposições divinas acreditando que deve ser submisso a uma força maior que ele, ou enfrenta os questionamentos sobre como vê o mundo e sua própria existência. O pai tirânico que reconhece seus próprios fantasmas interiores e acaba por submeter os filhos ao regime disciplinar muito severo. Há um momento em que ele se dirige ao filho mais velho, o que é o mais pensativo sobre os poderes do pai, e coloca o seguinte: “você deve ter o controle sobre o próprio destino. Não diga: não consigo; e sim, ainda não concluí, tenho dificuldades. Não deixe ninguém dizer que há algo que não consegue fazer. Enquanto você espera algo acontecer, lá se foi."
Qual o nosso poder sobre o nosso próprio destino? Ser regido por forças naturais sobre as quais não temos controle, mas ao mesmo tempo conduzir a nossa vida questionando e modificando o que nos é possível de forma que a nossa relação com a natureza seja de harmonia e paz? Quando um dos filhos morre, há uma ligação espetacular entre cenas de fenômenos naturais com o questionamento a Deus, feito pela mãe: “eu fui infiel a você? Por que? Onde vc estava? Você sabia? Quem somos nós pra você?. ”
.A natureza, mostrada no filme, é aquela que nos dá de presente o colorido da vida, as lavas de um vulcão em erupção, o rio tranqüilo que se transforma em cachoeira; a lagarta de uma cor só que se transforma em borboleta com cores variadas em uma perfeita harmonia em duas asas com a mesma seqüência colorida; a união de células que dá origem à vidas novas como a dos seres humanos num processo científico regido pelo mistério da vida e que se altera de uma forma boa ou ruim de acordo com nossas escolhas e assim, conseqüência das nossas atitudes; e muitas outras como a cobra que rasteja por baixa da água, os oceanos, a vegetação, os mares, ...
Sendo assim, esse filme é fantástico e por isso, indispensável, pois traz uma abordagem muito positiva sobre a vida. Transmite mensagens sobre a relação entre o homem, a natureza e Deus. Incrível nas cenas que se cruzam entre os questionamentos das personagens e os movimentos físicos. Um tema complexo e por isso, de difícil compreensão, principalmente por propor reflexão sobre os limites entre religião e ciência, mas justamente por isso, riquíssimo para pensarmos sobre qual a razão da nossa existência e nossa posição como filhos dessa força maior, que nos rege, como sendo um pai severo que nos pune ou nos dá liberdade para interagir com a vida, respeitando limites e sofrendo conseqüências por nossas atitudes.
Há uma força maior no universo que rege a nossa vida. Essa força é Deus ou a natureza existente em processos científicos e físicos? Ou conseqüências das nossas atitudes num movimento de ação e reação? Deus criou o mundo e esse responde a nós da forma como interagimos com ele? Se somos mais fortes e pisamos nos mais fracos, esses poderão ficar imobilizados por medo. Se somos racionais e temos a capacidade de transformar e usar a nossa inteligência com mais capacidade e força sobre a natureza, como essa responderá a nós?
Dentro dessa perspectiva, o filme traz uma reflexão muito importante sobre relação entre pai e filho. O poder que um pai tem com a posição de superioridade em relação a um filho em formação. A posição que tem os homens sobre o que acreditam ser a verdade absoluta no poder de Deus. Ou o filho aceita as imposições divinas acreditando que deve ser submisso a uma força maior que ele, ou enfrenta os questionamentos sobre como vê o mundo e sua própria existência. O pai tirânico que reconhece seus próprios fantasmas interiores e acaba por submeter os filhos ao regime disciplinar muito severo. Há um momento em que ele se dirige ao filho mais velho, o que é o mais pensativo sobre os poderes do pai, e coloca o seguinte: “você deve ter o controle sobre o próprio destino. Não diga: não consigo; e sim, ainda não concluí, tenho dificuldades. Não deixe ninguém dizer que há algo que não consegue fazer. Enquanto você espera algo acontecer, lá se foi."
Qual o nosso poder sobre o nosso próprio destino? Ser regido por forças naturais sobre as quais não temos controle, mas ao mesmo tempo conduzir a nossa vida questionando e modificando o que nos é possível de forma que a nossa relação com a natureza seja de harmonia e paz? Quando um dos filhos morre, há uma ligação espetacular entre cenas de fenômenos naturais com o questionamento a Deus, feito pela mãe: “eu fui infiel a você? Por que? Onde vc estava? Você sabia? Quem somos nós pra você?. ”
.A natureza, mostrada no filme, é aquela que nos dá de presente o colorido da vida, as lavas de um vulcão em erupção, o rio tranqüilo que se transforma em cachoeira; a lagarta de uma cor só que se transforma em borboleta com cores variadas em uma perfeita harmonia em duas asas com a mesma seqüência colorida; a união de células que dá origem à vidas novas como a dos seres humanos num processo científico regido pelo mistério da vida e que se altera de uma forma boa ou ruim de acordo com nossas escolhas e assim, conseqüência das nossas atitudes; e muitas outras como a cobra que rasteja por baixa da água, os oceanos, a vegetação, os mares, ...
Sendo assim, esse filme é fantástico e por isso, indispensável, pois traz uma abordagem muito positiva sobre a vida. Transmite mensagens sobre a relação entre o homem, a natureza e Deus. Incrível nas cenas que se cruzam entre os questionamentos das personagens e os movimentos físicos. Um tema complexo e por isso, de difícil compreensão, principalmente por propor reflexão sobre os limites entre religião e ciência, mas justamente por isso, riquíssimo para pensarmos sobre qual a razão da nossa existência e nossa posição como filhos dessa força maior, que nos rege, como sendo um pai severo que nos pune ou nos dá liberdade para interagir com a vida, respeitando limites e sofrendo conseqüências por nossas atitudes.
domingo, 9 de outubro de 2011
Salvando as crianças, salvando o futuro...
A infância “pública” precisa de ajuda! A infância “pública” precisa receber do governo seu melhor olhar. Aquele olhar como o que devemos ter em relação a nós mesmos: “amar ao próximo como a si mesmo”, mandamento de Deus. Amar o nosso futuro que são as crianças. As crianças já inseridas na rede assim como aquelas que estão sendo geradas e aquelas que já existem geradas no ventre das mães. As crianças merecem um presente que seja algo realmente significativo para o futuro.
No filme Kung Fu Panda tem a seguinte colocação: “ o hoje é uma dádiva por isso tem esse nome, presente”. Já na 2ª edição, tem o seguinte: “não importa o passado; e sim, o que somos e no que vamos nos tornar”.
A questão é: de onde estão vindo nossas crianças? Qual o presente como tempo que as gera e vai formá-las para um futuro em que o passado seja algo realmente significativo para o bem em suas vidas? Não devemos nos prender ao passado e deixar de viver, mas devemos sim tornar o tempo de vida das nossas crianças, o seu melhor significado. Famílias estão crescendo favorecidas com o paternalismo do governo, patrocinadas por ele. Crianças estão sendo geradas com o único interesse na manutenção e continuidade de benefícios sociais.
É um presente que não é dádiva na vida de ninguém. É um presente que formará um futuro desastroso principalmente no que abrange à educação pública. Não que o governo não deva olhar e assistenciar às famílias, mas constitucionalmente, as crianças têm direito a uma vida de qualidade. É preciso um olhar diferenciado sobre os benefícios de forma que os maiores beneficiados sejam as crianças. Que elas tenham o direito à vida, à alegria de viver, a uma boa formação física e mental, de forma que cognitivamente elas estejam aptas a viver e interagir com a vida no seu melhor significado.
Um organismo infantil que seja o seu melhor futuro. Que viva a infância e se torne adulto mais saudável, mais tranqüilo, sem tanta violência, sem tanta revolta. Que sorria, que brinque, que tenha energia física para estudar, para praticar esportes, para ler, para se tornar cidadão crítico e que seja para o país o seu melhor progresso. Que esteja presente na sala de aula disposto a construir sua aprendizagem com a compreensão do objetivo e significado que isso faz na sua própria existência.
“Se fracassarmos para instruir nossos filhos sobre justiça, religião e liberdade, estaremos condenando-os a um mundo sem virtude, a uma vida no acaso de uma civilização em que as grandes verdades terão sido esquecidas” (Presidente Ronald Reagan apud Willian e Martha Sears no livro “Crianças bem resolvidas”).
Enfim, salvemos o futuro, tornando a realidade das crianças o melhor presente!
27.
No filme Kung Fu Panda tem a seguinte colocação: “ o hoje é uma dádiva por isso tem esse nome, presente”. Já na 2ª edição, tem o seguinte: “não importa o passado; e sim, o que somos e no que vamos nos tornar”.
A questão é: de onde estão vindo nossas crianças? Qual o presente como tempo que as gera e vai formá-las para um futuro em que o passado seja algo realmente significativo para o bem em suas vidas? Não devemos nos prender ao passado e deixar de viver, mas devemos sim tornar o tempo de vida das nossas crianças, o seu melhor significado. Famílias estão crescendo favorecidas com o paternalismo do governo, patrocinadas por ele. Crianças estão sendo geradas com o único interesse na manutenção e continuidade de benefícios sociais.
É um presente que não é dádiva na vida de ninguém. É um presente que formará um futuro desastroso principalmente no que abrange à educação pública. Não que o governo não deva olhar e assistenciar às famílias, mas constitucionalmente, as crianças têm direito a uma vida de qualidade. É preciso um olhar diferenciado sobre os benefícios de forma que os maiores beneficiados sejam as crianças. Que elas tenham o direito à vida, à alegria de viver, a uma boa formação física e mental, de forma que cognitivamente elas estejam aptas a viver e interagir com a vida no seu melhor significado.
Um organismo infantil que seja o seu melhor futuro. Que viva a infância e se torne adulto mais saudável, mais tranqüilo, sem tanta violência, sem tanta revolta. Que sorria, que brinque, que tenha energia física para estudar, para praticar esportes, para ler, para se tornar cidadão crítico e que seja para o país o seu melhor progresso. Que esteja presente na sala de aula disposto a construir sua aprendizagem com a compreensão do objetivo e significado que isso faz na sua própria existência.
“Se fracassarmos para instruir nossos filhos sobre justiça, religião e liberdade, estaremos condenando-os a um mundo sem virtude, a uma vida no acaso de uma civilização em que as grandes verdades terão sido esquecidas” (Presidente Ronald Reagan apud Willian e Martha Sears no livro “Crianças bem resolvidas”).
Enfim, salvemos o futuro, tornando a realidade das crianças o melhor presente!
27.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
A educação pública pede socorro!
Inaceitável a situação da educação pública brasileira! Inaceitável a situação do suporte à educação pública! Crianças e jovens estão sozinhos nessa caminhada. Caminhada que precisa ser amparada pelo governo. Um governo que seja paternalista, mas como um bom “pai” que saiba limitar os desejos de seus filhos; e não, que estimule mais a pobreza e a dependência familiar em relação a benefícios sociais. Um governo que olhe realmente às necessidades dos seus “filhos”.
“Toda ação humana é potencialmente geradora de significados, potencialmente transcendente, mas apenas alguns poucos gestos têm a sorte de fazer a História, reservam seu lugar no futuro. A menos que você seja um professor(a). Neste caso, cada palavra dita, cada movimento do olhar tem seu lugar reservado no futuro do outro, do país, do mundo. Por bem e por mal”, por Wanderley Codo (coord. ) do livro “Educação: carinho e trabalho”.
Professores, educadores, orientadores, enfim, equipe escolar que se volta a um aluno e busca conduzi-lo ao melhor significado que deve ter na construção da sua vida. Por bem estamos nesse caminhada, mas como fazer isso se o governo não ampara os alunos com ajuda especializada para que a aprendizagem do conteúdo didático seja construída? Um aluno tem, sim, seu lugar na História e merece fazer parte dela com o seu melhor significado.
Quando inserido no ambiente escolar ele forma uma sala de aula. Essa por sua vez seria a perfeita se ele estivesse acompanhado só por alunos, física, mental e cognitivamente capazes. Seria ótimo trabalhar assim. Mas, a realidade não é essa. Cada um com a sua questão, com o seu organismo, exercendo e ocupando seu lugar na educação. Por isso, temos alunos com deficiência auditiva, que desistem de estudar por não terem condições de acompanhar a turma; temos alunos com deficiência fonoaudiológica que em 9 meses depois de iniciado o processo de construção da alfabetização não reconhecem a primeira vogal “a” ; temos alunos que insistentemente precisam de atenção porque se sentem inseguros psicologicamente para serem independentes uma vez que em casa o entorno lhes é algo perturbador; temos alunos que são violentos porque presenciam a violência doméstica diariamente em seu ambiente; ... .
Enfim, temos alunos que participam da História, e por bem ou por mal caminham. Enfim, temos o governo que participa da História e, infelizmente bem ou mal, exerce sua influencia. Influencia que deveria existir como sendo a melhor possível na vida dos nossos alunos. Aquela que seja aceitável. Aquela que realmente transforme e forme o futuro dos nossos alunos.
Dessa forma, cabe olhar aos nossos alunos com empatia, “einfühlung”, termo em alemão que significa, literalmente, “sentir dentro”. Ser empático é um estado de identificação mais profundo da personalidade em que o verdadeiro entendimento entre as pessoas pode ocorrer. Conseguir se identificar com o outro, sentir como se fosse o outro, imaginar como um aluno aprende, imaginar como um aluno aprenderia mais se enxergasse melhor, se escutasse melhor, se estivesse afetivamente mais calmo, ... .
Por bem à educação, os nossos alunos merecem ser salvos!
“Toda ação humana é potencialmente geradora de significados, potencialmente transcendente, mas apenas alguns poucos gestos têm a sorte de fazer a História, reservam seu lugar no futuro. A menos que você seja um professor(a). Neste caso, cada palavra dita, cada movimento do olhar tem seu lugar reservado no futuro do outro, do país, do mundo. Por bem e por mal”, por Wanderley Codo (coord. ) do livro “Educação: carinho e trabalho”.
Professores, educadores, orientadores, enfim, equipe escolar que se volta a um aluno e busca conduzi-lo ao melhor significado que deve ter na construção da sua vida. Por bem estamos nesse caminhada, mas como fazer isso se o governo não ampara os alunos com ajuda especializada para que a aprendizagem do conteúdo didático seja construída? Um aluno tem, sim, seu lugar na História e merece fazer parte dela com o seu melhor significado.
Quando inserido no ambiente escolar ele forma uma sala de aula. Essa por sua vez seria a perfeita se ele estivesse acompanhado só por alunos, física, mental e cognitivamente capazes. Seria ótimo trabalhar assim. Mas, a realidade não é essa. Cada um com a sua questão, com o seu organismo, exercendo e ocupando seu lugar na educação. Por isso, temos alunos com deficiência auditiva, que desistem de estudar por não terem condições de acompanhar a turma; temos alunos com deficiência fonoaudiológica que em 9 meses depois de iniciado o processo de construção da alfabetização não reconhecem a primeira vogal “a” ; temos alunos que insistentemente precisam de atenção porque se sentem inseguros psicologicamente para serem independentes uma vez que em casa o entorno lhes é algo perturbador; temos alunos que são violentos porque presenciam a violência doméstica diariamente em seu ambiente; ... .
Enfim, temos alunos que participam da História, e por bem ou por mal caminham. Enfim, temos o governo que participa da História e, infelizmente bem ou mal, exerce sua influencia. Influencia que deveria existir como sendo a melhor possível na vida dos nossos alunos. Aquela que seja aceitável. Aquela que realmente transforme e forme o futuro dos nossos alunos.
Dessa forma, cabe olhar aos nossos alunos com empatia, “einfühlung”, termo em alemão que significa, literalmente, “sentir dentro”. Ser empático é um estado de identificação mais profundo da personalidade em que o verdadeiro entendimento entre as pessoas pode ocorrer. Conseguir se identificar com o outro, sentir como se fosse o outro, imaginar como um aluno aprende, imaginar como um aluno aprenderia mais se enxergasse melhor, se escutasse melhor, se estivesse afetivamente mais calmo, ... .
Por bem à educação, os nossos alunos merecem ser salvos!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O outro
A necessidade do Outro na nossa vida é algo realmente interessante. Precisamos da outra pessoa mas ao mesmo tempo precisamos dar conta de estar sozinhos, como sozinhos mas não solitários. Por isso, homens e mulheres existem em relações, pois é a condição da perpetuação da espécie. E, justamente por isso, é um assunto que rende muito.
Existe um filme novo nas locadoras que chama “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos” (You will meet a tall dark stranger), uma crônica de Woody Allen sobre o amor. Na crônica, todos estão à procura da pessoa certa. Um casal que se separa pois o marido deseja curtir a juventude perdida e se une à uma garota de programa a quem decide oferecer conforto material como uma tentativa de fugir da solitude. Esposa abandonada, por sua vez, recorre à uma cartomante buscando respostas e previsões futuras sobre a sua vida. A filha do casal, sustentada pela mãe, vive um casamento infeliz no qual o marido, um escritor fracassado, não é seu companheiro como deveria ser e dá abertura para que ela se envolva com o chefe, que também é uma pessoa inacessível ao que ela precisa. O marido, escritor, por sua vez, se apaixona pela vizinha em quem encontra a parceira que gostaria de ter. Já no filme “Pecados Íntimos”, cujo nome real é “little children” que traduzindo significa, criancinhas, os casais também apresentam dificuldades no encontro das necessidades alheias, em que vivem casamentos protocolares e acabam encontrando em outra pessoa, aquela questão que buscavam para se sentirem bem na interação com o outro.
Sendo assim, qual a razão para que as relações sejam tão complicadas? Por que homens e mulheres não encontram no casamento com seus parceiros, o que encontram fora dele? No filme “Pecados Íntimos”, Brad está desempregado e não consegue ser aprovado no exame para ser advogado, quando conhece Sarah (Kate Winslet), que acredita nele como homem e o incentiva nos aspectos que ele considera ruins na sua vida. Um se interessa pelo outro pois se encontram nessa questão, o despertar do que justamente estava escondido na relação do casamento.
No livro “homens que odeiam suas mulheres e as mulheres que os amam”, a Dra. Susan Forward, coloca o seguinte: “muitas pessoas hoje em dia sentem-se confusas sobre o que esperar e como se comportar num relacionamento. Os homens preocupam-se em ser carinhosos e sensíveis sem perder a masculinidade”. Já para Robin Norwood em “mulheres que amam demais”, muitas mulheres entram em relacionamentos sem antes estabelecerem um relacionamento verdadeiro em primeiro lugar com elas próprias.
Talvez a maior dificuldade nas relações seja a falta de encontro entre os parceiros. Parceiros que são adultos, mas que na verdade, muitas vezes são crianças grandes brincando de casamento sem ter definido o objetivo de uma relação conjugal na qual deveriam ser capazes de construir amor, sexo e amizade. Relações em que os parceiros tivessem condições de estar sozinhos nos momentos propícios a isso, cada um com suas atividades, mas no encontro da relação a fim de não viverem solitários numa união conjugal. O convívio que estimula e fortifica a intimidade, aquela construída a base do que se precisa. Ter liberdade e espaço para serem individuais como pessoas, mas unidos como parceiros dessa caminhada tão rica que se chama relação conjugal
Existe um filme novo nas locadoras que chama “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos” (You will meet a tall dark stranger), uma crônica de Woody Allen sobre o amor. Na crônica, todos estão à procura da pessoa certa. Um casal que se separa pois o marido deseja curtir a juventude perdida e se une à uma garota de programa a quem decide oferecer conforto material como uma tentativa de fugir da solitude. Esposa abandonada, por sua vez, recorre à uma cartomante buscando respostas e previsões futuras sobre a sua vida. A filha do casal, sustentada pela mãe, vive um casamento infeliz no qual o marido, um escritor fracassado, não é seu companheiro como deveria ser e dá abertura para que ela se envolva com o chefe, que também é uma pessoa inacessível ao que ela precisa. O marido, escritor, por sua vez, se apaixona pela vizinha em quem encontra a parceira que gostaria de ter. Já no filme “Pecados Íntimos”, cujo nome real é “little children” que traduzindo significa, criancinhas, os casais também apresentam dificuldades no encontro das necessidades alheias, em que vivem casamentos protocolares e acabam encontrando em outra pessoa, aquela questão que buscavam para se sentirem bem na interação com o outro.
Sendo assim, qual a razão para que as relações sejam tão complicadas? Por que homens e mulheres não encontram no casamento com seus parceiros, o que encontram fora dele? No filme “Pecados Íntimos”, Brad está desempregado e não consegue ser aprovado no exame para ser advogado, quando conhece Sarah (Kate Winslet), que acredita nele como homem e o incentiva nos aspectos que ele considera ruins na sua vida. Um se interessa pelo outro pois se encontram nessa questão, o despertar do que justamente estava escondido na relação do casamento.
No livro “homens que odeiam suas mulheres e as mulheres que os amam”, a Dra. Susan Forward, coloca o seguinte: “muitas pessoas hoje em dia sentem-se confusas sobre o que esperar e como se comportar num relacionamento. Os homens preocupam-se em ser carinhosos e sensíveis sem perder a masculinidade”. Já para Robin Norwood em “mulheres que amam demais”, muitas mulheres entram em relacionamentos sem antes estabelecerem um relacionamento verdadeiro em primeiro lugar com elas próprias.
Talvez a maior dificuldade nas relações seja a falta de encontro entre os parceiros. Parceiros que são adultos, mas que na verdade, muitas vezes são crianças grandes brincando de casamento sem ter definido o objetivo de uma relação conjugal na qual deveriam ser capazes de construir amor, sexo e amizade. Relações em que os parceiros tivessem condições de estar sozinhos nos momentos propícios a isso, cada um com suas atividades, mas no encontro da relação a fim de não viverem solitários numa união conjugal. O convívio que estimula e fortifica a intimidade, aquela construída a base do que se precisa. Ter liberdade e espaço para serem individuais como pessoas, mas unidos como parceiros dessa caminhada tão rica que se chama relação conjugal
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